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sexta-feira, 29 de abril de 2011



Assim como o oceano

Só é belo com o luar

Assim como a canção

Só tem razão se se cantar

Assim como uma nuvem

Só acontece se chover

Assim como viver

Sem ter amor não é viver

Não há você sem mim

Eu não existo sem você.


* Ruberval Cunha

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Velho e a Flor


Por céus e mares eu andei; Vi um poeta e vi um rei; Na esperança de saber; O que é o amor. Ninguém sabia me dizer; Eu já queria até morrer; Quando um velhinho; Com uma flor assim falou: O amor é o carinho; É o espinho que não se vê em cada flor. É a vida quando; Chega sangrando aberta em pétalas de amor.


* Enviado pelo meu amigo Luiz Filho

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Rosa Desfolhada


Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa

Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado
Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado

E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado

Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia

Do fato consumado
Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada

Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos

A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada

segunda-feira, 18 de outubro de 2010


"...ele te amou
e te plasmou na visão da manhã e do dia
Na visão de todas as horas
Ó hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo
de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa
de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença é qualquer coisa
como a luz e a vida

E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto

e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque
em meu ser está tudo terminado.
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Soneto do Amor Total


Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.